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Programa de Acesso a Terra Urbanizada

O princípio das cidades, em sua maioria no globo, sempre foi através da produção de algum excedente, desta forma, os municípios brasileiros marcados pelas principais economias do açúcar, do ouro e do café não são exceção à regra, por exemplo.

Contudo, a cidade em si só passa a existir desde que haja o desenvolvimento das indústrias e do comércio, ou seja, ela é apenas o centro de distribuição do excedente. Assim, criam-se relações de poderio que determinam o seu desenvolvimento, impactando na infraestrutura urbana ofertada aos seus habitantes como, por exemplo, o Plano de Metas ofertado pelo governo de Juscelino Kubitschek que intensificou a economia urbano industrial – investindo em saúde, educação, moradias populares, transportes, energia, saneamento, comunicações, dentre outros setores – que ocasionou os grandes aglomerados urbanos a partir da década de 80 nas principais cidades brasileiras.

Se alguns municípios se ergueram por fornecerem o excedente, outros se formaram por serem o caminho que levava esta produção, assim, são cidades interioranas do Brasil que carregam comumente consigo esta característica. E por apresentarem esse traço não se desenvolveram, infelizmente, com a mesma infraestrutura urbana ofertada aos grandes centros, não gerando, por consequência, gestões autossuficientes para fortalecerem seus sistemas básicos, como educação e saúde, e sem também conseguirem conter a utilização de APP’s, a depredação do patrimônio histórico e construções irregulares, dentre tantos outros problemas existentes.

Assim, o Núcleo Acesso à Terra Urbanizada atua, desde 2014, em parceria com municípios do estado do Rio Grande do Norte tentando fortalecer a infraestrutura urbana oferecida aos habitantes por meio de programas e projetos de pesquisa e de extensão, que envolvem pesquisadores e bolsistas comprometidos de diversas áreas de atuação e campi da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, sob a coordenação do prof. Dr. Almir Mariano de Sousa Júnior, tentando manter sempre um diálogo transparente entre a universidade com os municípios, entidades públicas, sindicatos, cartórios e comunidade para então poder levar uma melhor qualidade de vida para milhares de pessoas e corroborando também para o fortalecimento e disseminação do conhecimento científico.

11 de janeiro de 2019. Visualizações: 640. Última modificação: 18/01/2019 13:20:46